segunda-feira, 1 de maio de 2023

    Estou eu aqui, tentando retornar ao meu diário compartilhado, escrevendo sobre o que venho sentindo ultimamente. Pensei em escrever a respeito de como as coisas mudaram desde o dia 16 de dezembro, quando fui demitida de um local na qual eu havia me acomodado sem que me valorizassem - como já aconteceu uma outra vez. Erros se repetem na minha vida e, aparentemente, não tenho aprendido muito sobre eles. Porém, resolvi escrever sobre outra história que vem acontecendo já faz um bom tempo.
    Escrevo da minha cozinha. Resolvi que aqui é o melhor lugar para eu colocar o meu notebook, meus cadernos e livros e estojo para eu estudar o Italiano, o Francês e o Inglês e alguns cursos de Educação que venho fazendo - para eu me sentir útil durante este período. Cá estou, às 16 horas da tarde de uma segunda de feriado, ouvindo soundtrack de This Is Us (quem estiver lendo isso e quiser assistir à uma série MARAVILHOSA, recomendo - e a trilha sonora vai junto, cheia de músicas dos anos 70/80) para me empenhar nas palavras que usarei.
    Sabe, quero ser mais sucinta nas palavras, mas acredito que, tendo este blog, eu posso escrever mais do que eu quero, porque é um local meu de fala, somente meu, e quem se interessar, pode ler tudo (ou não), mas desde que a interpretação seja de acordo com as minhas próprias palavras. Há algum tempo eu venho me sentindo sozinha. Eu tenho 34 anos e não tenho expectativas de ter uma pessoa ao meu lado, mas eu penso sobre querer ter alguém que não me complete, mas que una tudo o que tem com tudo o que eu tenho. 
    O lance do amor romântico, hoje, já não me enche os olhos. Na verdade, eu não consigo enxergar se em algum período da minha vida isso me fez sentido. Quero e torço pela minha felicidade com alguém que me passe a segurança de querer estar ao meu lado e de querer que eu esteja ao lado seu, que faça questão da minha pessoa e, claro, que eu faça também. Uma relação respeitosa, de lealdade, carinhos, brincadeiras... Confiança. Meu sonho é estar com uma pessoa que me transmita a paz de saber que ela pode estar na Suíça que, independente de tudo, o respeito dela por mim me passará toda a segurança necessária para eu me sentir bem quanto a isso.
    O que eu quero dizer é que eu seria muito feliz e confiante de mim mesma sabendo que estou construindo uma vida, apesar de ter passado dos 30, com um cara que quer fazer isso acontecer, que tem a vontade de me encontrar em um fim de tarde e me contar sobre o seu dia, de me incluir nos planos dele (e isso não significa me carregar para todos os lugares que precise ir, seja a trabalho ou saindo com os amigos). Um cara que não me deixe em dúvida do que sente por mim - e não estou falando do AMOR propriamente dito, porque, de novo, isso é uma construção e carinho, admiração, orgulho, respeito e lealdade, para mim, hoje, já me demonstram amor, já me dizem "Olha, eu te amo!" e isso consegue ser evidente até mesmo através de ações. Mas eu não quero dúvidas. Eu quero enxergar a olho nu que aquilo está acontecendo. Sem brigas, insegurança, birras, ansiedade.
    Não sei quando isso vai acontecer, na verdade. Mas eu espero que seja antes dos 40... (risos), que estão logo ali. Sentir-me feliz, em paz, confiante, segura sabendo que sou só eu e ele, sem nenhuma dúvida que só há espaço para ele, quanto a mim, e para mim, quanto a ele. É uma vontade enorme, minha, construir esse caminho, essa relação. Aliás, uma boa relação em que haja o fato de assumir o que está sentindo, tanto para nós mesmos quanto um para o outro.
    O que dói, hoje, é não ter certeza de quando tudo isso acontecerá, mas estou fazendo o meu possível para que alguém, um dia, me enxergue através dos meus olhos e veja a minha alma e sinta querer construir tudo, aos poucos, comigo, e que me assuma, com receio de me perder para sempre porque não quis, num determinado momento, fazer o possível para isso acontecer. Quero ser o suficiente e vice-versa. Quero um lugar onde a única briga não seja "Onde você vai e com quem?", porque a confiança será recíproca, sem perguntas, mas sim, "O que vamos comer hoje?" e os dois fiquem "Ah, não sei... O que você quer?", até que venha a discussão e o consenso final (risos). 
    A minha hora vai chegar... e eu torço pela minha felicidade.