Nesta semana, uma amiga da faculdade veio falar comigo, quase às 23h na noite (hora que eu costumo já estar de cama, mas como não teve aula no dia seguinte, dormi mais tarde porque estava fazendo trabalho). Ela veio me pedindo uma ajuda. Estava decepcionada com um relacionamento que havia chegado ao fim. Fui a sua irmã mais velha (o que, confesso, nunca tinha me acontecido - porque sempre recebi e dei conselhos às pessoas que têm quase a minha idade) e tentei ajudá-la em questões que passei há algum tempo: relacionamento que chegou ao fim.
Cássia Eller (naquelas letras MARAVILHOSAS de "Palavras ao Vento" e "Mudaram as Estações", escritas primorosamente por Nando Reis) já cantava que palavras são apenas palavras, ao vento e no momento, e que o "para sempre, sempre acaba". Tentei explicar-lhe que, mesmo que situações ruins tenham acontecido, que ela deveria tirar tudo como aprendizado, e que este "cara" não foi um erro na vida dela, pois ela precisou dele para passar por uma de muitas de suas fases da vida. Falei para ela extrair lições de como ser e o que fazer e de como não ser e o que não fazer. Cada pessoa que passa nas nossas vidas nos trazem algo, seja este "algo" bom ou não, mas vale a pena aceitarmos isto e analisarmos sobre o que vale a pena "pegar para nós mesmos".
Esta minha amiga disse até que todos os homens são maus. Não, não são. Não devemos generalizar. Nem todos os homens são ruins, como nem todas as mulheres e todas as pessoas do mundo inteiro. Vivemos para tomarmos lições de muitas situações. Cabe a nós seguirmos em frente, acertando e errando, até mesmo sobre quem colocamos em nossas vidas. Se aquilo aconteceu, foi porque precisamos vivê-lo. O que não podemos fazer é desistirmos de caminhar, de enxergar ao longe, priorizando o momento atual. A vida não acaba por conta de amores que não deram sequência, não morremos e não matamos, mas podemos deixar para trás a história que nos fez sofrer (sem abandonar a vida). Ninguém morre de amor, não. Devemos respeitar a nossa dor. Devemos chorar, claro. Mas devemos, acima de tudo, respeitar a nós mesmos. A dor tem seu tempo, mas a alegria e a vontade de viver deve ser maior do que esta dor. A vida não para. "O tempo não para", como dizia Cazuza. Chorar, choramos, mas não por longas semanas ou meses. Ela até me questionou sobre por quanto tempo eu caí, despedaçada, em lágrimas, e eu respondi: "Por três dias, apenas. Somente três dias. Porque eu percebi que a minha dor não era a dor dele, e eu estava fazendo mal a mim mesma, não a ele".
Finalizando aqui, eu disse a ela que "o que for para ser, será". Pedi para que ela se distraísse, fizesse suas orações, pedisse forças a Deus e ao Anjinho da Guarda dela; para assistir séries e filmes de comédia, caminhar no lago. Pedi para que ela acreditasse no que quisesse acreditar em relação ao rapaz, mas que não vivesse criando expectativas e esperando mensagens bonitas dele. Pedi para que ela vivesse a vida DELA, porque o que é para ser dela (como para todos nós), Deus trará. Ele trará.