sábado, 20 de junho de 2020

Inspirada em Raul Seixas - ano de 2006

Remexendo uns arquivos antigos, encontrei uma redação do 3º ano do Ensino Médio. Não lembro exatamente qual era o tema, mas eu escrevi uma carta para Raul Seixas, utilizando trechos de algumas de suas canções. Fiquei contente em reencontrar essa redação, que fiz com muita alegria.
Aos que quiserem ler...(mantive os erros - não consertei nada).



Redação de Português
Colégio Estadual Melchíades Picanço
Rio de Janeiro, 16 de novembro de 2006.


Querido Tio Raul,
   Esta carta que vos escrevo deveria ser selada, registrada e carimbada, se quiser chegar. Como ela não será enviada via correio, passará pela Lua, aonde a taxa é mais alta, até chegar em suas mãos. Lá, atrás das montanhas azuis, vem surgindo toda a minha admiração e extrema alegria pelas suas canções. Olho o Céu, o sinal das trombetas dos Anjos e dos guardiões soam felizes com sua inexplicável presença. Deslizando no Céu, eles vêm de braços abertos e lhe abraçam, dizendo-lhe: Amém.
  Ah, tio Raul! Sim, sim, tio Raul, é um jeito carinhoso de apelidar um ídolo que, mesmo sem ter a oportunidade de conhecer, cresci ouvindo e sentindo no coração cada letra que compõe a música feita por ti. Pode ser que alguém queira me assassinar por estar escrevendo esta carta. Deus me livre morrer dependurada numa cruz, sendo considerada uma louca, mas deveria estar contente e agradecer ao Senhor por imaginar que, deste modo, eu mesma lhe entregaria esta carta.
   Hahaha! Piada um tanto quanto perigosa, mas confesso: abestalhado é aquele que não tem senso, e isso muito me decepciona. Sendo que, mesmo eu tendo este senso um tanto inusitado, a maluca sou sempre eu. Eu apenas escuto suas músicas, ué! Bem que vovó já me dizia: “Eu sou louca, mas sou feliz! Muito mais louco é quem me diz!” 
  Sim, tio Raul, vovó também ouvia suas “poesias”. Quando era hora de acordar pra ver o galo cantar, ela já começava a cantarolar (mal havia colocado sua humilde dentadura). Voltando ao fato de eu gostar de você, irei a Pirenópolis, lá está a Sociedade Alternativa e a alegria do mundo. E antes que eu perca novamente o metrô linha 743, que sempre passa apressado, termino esta escrita dedicando todo o meu tempo de uma tarde ensolarada dizendo que vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes, porque o lance é ser diferente.

I think of you all the time!
(apenas quando ouço suas músicas)

Beijos!
Thamiris Pimentel Kuhn

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Agora

O que eu queria agora?
Eu queria estar em um show d'O Teatro Mágico
Cantando "Você Me Bagunça",
Envolvendo-me na letra
E imaginando me embalando em seus braços,
Enquanto você inspira o perfume dos meus cabelos.

Agora...
Agora eu queria dizer a você que
"Você me bagunça e tumultua tudo em mim",
Mente, corpo, alma.
Como na canção, você não me prende,
Mas, sem que saiba, apreendo você,
Seu jeito, suas falas, seus olhares.

Profundidade...
Agora, queria a profundidade dos seus abraços,
Que me fazem cair, sem que eu esmoreça,
Que me fazem voar, sem que eu saia do chão,
Que me fazem sonhar, mesmo que de olhos abertos.

"Difícil precisar quanto eu preciso",
No momento, de você.
A paz reina em mim
Por eu saber que você está aí e, 
Na minha mais humildade verdade,
Eu só preciso que você exista.
Longe, perto, não importa a distância,
Desde que esteja em meu mundo,
No meu tempo,
Agora.

(Thamiris Pimentel - 17/06/2020)



Inspirei-me na música "Você Me Bagunça", que você pode conferir abaixo, em voz e violão, com o Anitelli.





terça-feira, 16 de junho de 2020

Um post sobre mim

Não, eu não gosto de falar sobre mim. Mas, como o meu Pacote Office expirou e estou aguardando pessoas para me ajudar, vou escrever um pouco aqui. Na verdade, eu deveria me preocupar com outros assuntos agora, mas tudo bem...

É complicado quando nos perguntam: "Quem você é?". Lembram do Orkut, do "Eu sou:"? Complicado. Mas escrevíamos o mundo naquele pedacinho, achando que todos leriam. Eu tinha um escudo do Botafogo, bem grande, mesmo e, pronto!, quem entrasse no meu perfil, saberia o quão fanática por futebol eu era. Hoje, nem tanto, pois não paro quase em casa (eu levo muito o meu exemplo de 2019, que eu só tinha tempo, em casa, para tomar banho e dormir umas seis horas por noite). Acompanho mais o assunto nas redes sociais, quando acompanho. Em tempos de pandemia, estou sentindo muita falta de receber notificações do Brasileirão, ou de participar, remotamente, do Cartola FC (eu esquecia de escalar o meu time, por vezes). Atualmente, recebo as notificações do Campeonato Alemão, e só.

Bom, se eu pedisse para o meu amigo libriano me descrever, eu tenho certeza que ele diria: "Chata, muito chata, mas eu sinto falta dessa chatice - até comprei um moletom de FRIENDS para você e está lá na sua mãe"; para o meu amigo pisciano: "Grossa, carinhosa e engraçada. Meu orgulho, sinto saudades. Vou te visitar assim que eu puder"; e para a minha amiga virginiana: "Amiga, fiel, confusa, mas corajosa. Essa aí mete a cara no que faz e o faz sem perceber. Quando for ver, não viu, tenho que esfregar na cara dela do que ela é capaz e não repara. Quero ela nos meus aniversários". Minha mãe diria: "Saudades da minha filha querida, minha companheira" e minha irmã: "Ainda bem que está longe!" (risos aqui, muitos risos, porque a recíproca é verdadeira). Para outros amigos, talvez eles diriam que sou leal, sincera, verdadeira, que não sabe esconder quando não gosta de algo, faladeira que só, inteligente (vamos com calma aqui!), engraçada.

Agora é a minha vez. Quem eu sou, por mim mesma? A escorpiana com ascendente em Capricórnio e a lua em Sagitário. Aquela que já foi rancorosa, por muito do que viveu, já teve pensamentos vingativos, mas amadureceu de acordo com o passar dos anos. A que gosta de estar livre, de sumir do mapa por até três dias e reaparecer como se nada tivesse acontecido. Aquela que esquece muito do que lhe foi dito recentemente, mas que três meses para frente, ou mais, vai lembrar, e muito bem, daquele fato (a memória recente é mesmo uma merda!). Sou aquela que dizem "Você não tem coração?", mas que é fofa ao mesmo tempo. A que ama Língua Portuguesa, mas não sabe explicá-la e está sempre apta a aprender cada vez mais. A que gostaria de ter cursado História, mas optou por Jornalismo e Pedagogia (Língua Portuguesa e História = presentes!). Sou aquela que ama música, mas que não sabe tocar nenhum instrumento musical e mal sabe batucar ao certo, quando rola uma musiquinha - ritmo? Não sei o que é isso... A louca dos signos e do Universo (acredito muito na força que ele tem sobre nós). Sou a amiga que escuta e dá conselhos que serviriam até para mim, mas eu sou mais ouvinte, porque o sarcasmo impera. Sou aquela que dá risada até em horas que não deveria (será que vocês captam aqui uma hora que não deveria ser de risadas, mas acontece?!). Sou aquela que não gosta de ser encarada, porque eu sinto muita vergonha e, também, vontade de rir. Sou aquela que alguns amigos dizem que tem cara de psicopata, mas não deixaram de serem meus amigos por isso (devo me animar por isso?). Também sou aquela que não é NADA BOA em exatas e em tecnologias. Eu sou aquela que pensa que nasceu na época errada (existia essa comunidade no Orkut e eu estava nela). Sou a que fala sozinha, com objetos; a que vê vultos e ouve vozes e a que tem nictofobia (medo do escuro, falando na linguagem de gente grande) e, claro!, a que tem aracnofobia pesada. Sou aquela que gosta de ficar em casa assistindo séries e que AMA LOUCAMENTE FRIENDS, documentários. Filmes... eu tenho um problema gigante aqui: eu adoro assistir filmes que eu já assisti 10 vezes, porque o novo não me atrai e esse novo hoje, daqui a 10 anos, pode ser que eu assista, porque já estará "velho". Clássico dos anos 1980? Amo! Trilhas sonoras? Jesus! Manda aqui que eu ouço tudo. Também falo muito durante os filmes. Sou aquela da risada escandalosa e, de vez em quando, sai a risada do porquinho. Falo alto? Muito. Não sei cochichar. Guardo segredos? Guardo sim. Sou aquela que tira bom proveito até de situações ruins e que parabeniza todo mundo por aquilo que conseguiram - eu fico muito feliz pela conquista das pessoas, por mínima que seja - ou até o feito mais idiota, mas se a pessoa contou e demonstra satisfação, eu me sinto satisfeita também. 

Sou aquela que não demonstra sentimentos e que passa confiança quando anda na rua. Em casa, como disse um amigo esses dias, pareço um mano do gueto andando. Na rua, já são outros 500... Sou um menininho que gosta de garotos. Não me comporto muito como uma lady, mas é algo que não me importo. Não sou muito vaidosa, mas queria ser. Às vezes, me preocupo com o meu corpo e me sinto triste por não ser o padrão da sociedade, mas desencano em seguida, porque não posso mudar o que sou, só nascendo de novo. Sou aquela que tira sarro de si mesma e leva a vida leve, "de boas", a good vibes e que detesta treta (adoro a treta dos outros e, por isso, assisto reality shows). Sou a pessoa que ama mais abraços do que beijos. Abraça-me forte que eu vou dizer "Aaai!...", mas eu estou adorando. Beijos na testa? Acho chique, respeitoso. Sou aquela, aliás, que adora pessoas que respeitam e que são leais, que machucam com verdades e não com mentiras (Shakespeare, é você aqui? - peguem a referência no Google, caso queiram). Livros? Amo, mas não gosto de ler sob pressão. Aliás, não gosto de fazer nada sendo pressionada, por mais que seja obrigação. Aí, eu procrastino até a água bater no bumbum. Tenso... Sobre rapazes? Não sou aquele tipo de mulher que olha e deseja. Sou a que olha, disfarçadamente, e admira. Na verdade, muitas vezes, eu nem olho. Outras, eu nem vejo quem está passando do meu lado. Sou desatenta, sobre tudo relacionado aos homens. Sou lerda. Está me dando mole? Esfregue na minha cara, porque eu não percebo nada. Como eu sou uma pessoa legal, eu acho que todos estão sendo legais também e não vejo maldade. Aliás, maldade... Eu ainda acredito na humanidade. Isso se chama "ingenuidade". Voltando... Sou aquela que gosta dos olhos. Não sou aquela que liga para corpos, mas aquela que liga para os olhos. Isso, claro, exteriormente falando, e o "interiormente falando" fica para mim, porque eu não preciso verbalizar isso. 

Também sou aquela que não explana a vida pessoal e que odeia ser perguntada a respeito e que tem preguiça de conversar sobre. Detesto ter a minha privacidade invadida. Eu tenho preguiça de conhecer pessoas e isto ocorre esporadicamente (muito, diga-se). Sou aquela que fica calada, observando, quando conhece as pessoas, e quando pega intimidade, desembesta a falar. Também sou aquela que não sonha em casar e nem em ter filhos, mas que quer ter uma estabilidade e morar fora, no Canadá, para ser mais precisa (na parte francesa, por favor!), e um companheiro para vivermos as nossas vidas por igual. Em falar em parte francesa... Gosto sempre de estar aprendendo (e gerundiando também, talvez). Gosto de aprender idiomas (em 2007, completei um curso de Italiano, na internet, mas eu só tinha as músicas da Laura Pausini para me auxiliar pós-curso e, esqueci já de muito). Inglês eu curto, mesmo que seja o Inglês com sotaque carioca e mesmo que o raciocínio seja lento para responder. Francês... Eu não curtia, até que resolvi aprender na internet e começar um curso na universidade em que estudo. Estou adorando e até tenho "O Pequeno Príncipe" no idioma, dado por um amigo muito querido que, hoje, mora em Portugal. A aprendizagem é constante. Eu gosto de aprender até o que não é da minha área (por mais que eu vá esquecer de muita coisa e relembrar meses depois - acontece demais!). Ah! Eu não suporto ser bajulada. Claro que elogios são sempre bem-vindos e eu gosto, assim como todo mundo, mas não tente me bajular para me conquistar. Eu sinto 80 tipos de arrepios - a menos que você já esteja comigo ou seja um amigo foderástico, que divide tudo comigo e sabe que darei risada de cada elogio. Também não sou aquela que diz "Eu te amo!" com facilidade e nem que gosta de outras pessoas com facilidade (quaisquer relacionamentos). Sou aquela que, se você sumir, não vou ficar no seu pé e respeitarei o seu momento, mas me preocuparei igual, mesmo que não demonstre. Na verdade, eu não demonstro muita coisa, mas nem por isso eu deixo de me importar. 

No final das contas, do que eu contei aqui (e que não é nem 50%), eu sou uma pessoa fofa, porém confusa. No mais, não me perguntem nada, porque eu não suporto ser invadida e já falei demais (mas menos de 50%) aqui sobre mim. Ufa...!

Ah! E dinheiro bem gasto é dinheiro gasto com comida. Só esse adendo mesmo... :D (agora sim!).


sexta-feira, 5 de junho de 2020


Assim como a Robin, de How I Met Your Mother, eu tenho dificuldade em saber o que estou sentindo. Às vezes, não estou sentindo nada mesmo, e esse "às vezes" é, sinceramente, muitas vezes. O que é gostar de alguém? Como a gente se sente? Por que achamos que uma determinada pessoa tem o poder de nos deixar feliz e de completar os nossos dias? Para início de conversa, eu não acredito que as pessoas nos completam. Acredito que somos completos e que, juntos de uma outra pessoa, podemos nos transbordar. Sobre o que é gostar de alguém, como sentimos... Eu não sei como identificar. Na verdade, dizem que quando gostamos ou nos apaixonamos por alguém, não sabemos mesmo definir os motivos destes sentimentos, apenas os sentimos. Porém, de novo, como a Robin e suas características (muitas das quais eu me identifico), eu não sei como eu me sinto. Será, então, que eu estou mesmo gostando de alguém? Na adolescência, a gente até que curtia um menino aqui e outro ali e eu cheguei a ter uma paixãozinha dos 13 aos 16 anos (era um menino do condomínio onde eu moro lá no Rio - lembro-me de um aniversário que fui e estava tocando "That I Would Be Good", da Alanis Morissette, e ele pediu para dançar comigo e, tonta que eu era, eu disse "não", morrendo de vergonha, e fui muito xingada depois disso, mas tudo certo... a vida seguiu). Nesta fase adulta, eu não consigo gostar de nenhum homem que não se encoraje a revelar o que sente por mim para, a partir de sua ação, começar a pensar se vale a pena, se sinto alguma coisa por ele também etc. No entanto, neste contexto que gosto de chamar de "balzaquiana", ao qual me encontro, alguma coisa tem mudado com relação a esperar do outro para, então, sentir algo por ele ou não. Mas, repito: eu não sei o que estou sentindo. Não sei como me sinto a respeito do "sentir". Penso: "Estou sendo trouxa?", mas, se eu plantar isso na minha mente, os caras que já me disseram e me dizem que gostavam e que gostam de mim e eu não sinto o mesmo por eles também são trouxas? Acontece que eu penso, particularmente, que ninguém deve ser feito de panaca nessa vida. Todos temos sentimentos (sim, eu tenho, oras...) e ninguém merece ser rebaixado ou destratado por tê-los, mas aquele receio de se expor grita no peito e nos impede de qualquer ato que possa dar a entender que queremos aquela pessoa junto a nós. Que louco tudo isso... (adoro usar reticências) Estou em um misto de cócegas na barriga, misto de "será que gosto e que quero por perto e será que também me quer e entenderia que eu não gosto de estar junto 24 horas por dia nos sete dias da semana e que sumo, de vez em quando, mas tão-somente por estar no meu mundinho dentro do meu quarto, assistindo séries, filmes e documentários? Será que eu também sou o sonho de alguém ou a vontade de alguém de ter a mim por perto nas mesmas proporções que eu sinto?" Esse "alguém" que já é específico, mas que não revelo nem mesmo ao meu próprio coraçãozinho. Como? É aquilo... o muro: eu coloco um muro tão grande e denso entre mim e o meu próprio coração que até mesmo ele me questiona sobre o que está se passando e se a pessoa é "aquela pessoa", e minhas respostas a ele são sempre as mesmas: as da negação,  entretanto, com borboletas no estômago.

O fato é: eu não sei como me sinto.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Há muito tempo eu não aparecia por aqui...

... e a minha última postagem, tão-somente para mim, uma vez que não divulgo nada do que escrevo (bem que eu poderia e, talvez, tente, após esta postagem) foi sobre limpar a casa, ou seja, a mim mesma, e foi maravilhoso. Costumo dizer que estou num constante processo de transição. Percebo quando algo não está correto e vou tentando consertá-lo, para o bem de mim mesma, para que eu possa conviver melhor com todos. Passados dois anos, noto como eu evoluí, até mesmo na mágoa que eu sentia sobre a pessoa referente à postagem. Hoje, eu consigo pensar somente que esta pessoa seja feliz e que não repita nenhum erro com a pessoa que está dividindo a vida com ele. Isso deixa o meu coração mais leve...
   Falando em coração... Eu tenho um? Apesar de direcionar a mim a frase "eu sou fria e o frio que estamos sentindo é culpa minha, pois abri o meu coração", eu tenho sim, um, mas não fico divulgando por aí (se bem que, quem ler isso aqui, agora, saberá que até tenho, porém, não tão aquecido como eu gostaria que ele fosse). Tantas situações estranhas estamos vivenciando nesse ano de 2020 que esperamos somente que, em 2021, estejamos sãos e salvos. E, mesmo que este pensamento tome uma grande proporção da minha mente, um pouco menos é sobre o que estou sentindo atualmente. Esses dias, cheguei a dizer que pareço até a Anne Frank, enquanto escondida na Holanda, durante a Segunda Grande Guerra, escrevendo em um diário o que tem se passado comigo (quem leu o livro, entenderá - não queira me perguntar que eu não responderei). Além dos textos que tenho escrito, ouço músicas que ouvia antigamente e que estão retornando, haja vista as situações que tenho vivenciado também. Ana Carolina deve estar feliz com minhas visualizações no YouTube...
   Bom, mesmo que eu esteja relatando algo que é novidade em minha vida (ficou claro?), eu deixo tantas outras nas entrelinhas que a minha própria pergunta entre parênteses ficou confusa. É que eu não consigo falar e/ou escrever sobre meus sentimentos afetivos para que outros leiam. Na verdade, eu não sou fã de pessoas invadindo o meu íntimo para depois, talvez, sentirem a liberdade de me fazerem perguntas. Eu detesto. Mas também tenho detestado deitar à noite, tentando chorar por pensar em algo, e não conseguir. Agora mesmo, estou com os olhos marejados, porque, ao mesmo tempo que escrevo o que escrevo, eu gostaria de escrever outras palavras, mas eu não consigo. É uma trava tão grande, é um receio imenso de escrever as palavras que eu precisaria dizer (e escrever, de novo) e de ser mal interpretada ou que... não sei explicar.
   Acontece que, aos 31 anos, eu começo a sentir uma necessidade de não ser mais durona, como sempre fui, e de me permitir, mesmo que eu pense que não consigo (como ainda não estou conseguindo falar sobre o que eu precisaria, para me aliviar, para que eu me sinta melhor). Como diz a Ana Carolina: "Agora a porta está trancada...", mas eu quero arrancar esse cadeado, eu não quero mais esperar no meu vazio, nem viver algumas situações como se fossem passatempo da minha vida. Por mais que eu tenha pessoas que digam o quanto eu sou uma garota boa, bacana, uma ótima amiga, eu continuo achando que passo a ideia de uma garota estranha (mas eu gosto de ser chamada de estranha, porque realmente sou) e fria, que parece não se importar com os outros - mesmo que meu coração ME diga o contrário e as pessoas também. Leia de novo esse parágrafo, porque até eu achei um paradoxo de sentimentos bons e maus. 
   Enfim, eu ainda não consegui escrever o que eu quero e nem subentendido ficou. Espero que, mais para frente, as palavras comecem a sair naturalmente, para que eu não me sinta mais tão sufocada como tem ocorrido...