quarta-feira, 3 de junho de 2020

Há muito tempo eu não aparecia por aqui...

... e a minha última postagem, tão-somente para mim, uma vez que não divulgo nada do que escrevo (bem que eu poderia e, talvez, tente, após esta postagem) foi sobre limpar a casa, ou seja, a mim mesma, e foi maravilhoso. Costumo dizer que estou num constante processo de transição. Percebo quando algo não está correto e vou tentando consertá-lo, para o bem de mim mesma, para que eu possa conviver melhor com todos. Passados dois anos, noto como eu evoluí, até mesmo na mágoa que eu sentia sobre a pessoa referente à postagem. Hoje, eu consigo pensar somente que esta pessoa seja feliz e que não repita nenhum erro com a pessoa que está dividindo a vida com ele. Isso deixa o meu coração mais leve...
   Falando em coração... Eu tenho um? Apesar de direcionar a mim a frase "eu sou fria e o frio que estamos sentindo é culpa minha, pois abri o meu coração", eu tenho sim, um, mas não fico divulgando por aí (se bem que, quem ler isso aqui, agora, saberá que até tenho, porém, não tão aquecido como eu gostaria que ele fosse). Tantas situações estranhas estamos vivenciando nesse ano de 2020 que esperamos somente que, em 2021, estejamos sãos e salvos. E, mesmo que este pensamento tome uma grande proporção da minha mente, um pouco menos é sobre o que estou sentindo atualmente. Esses dias, cheguei a dizer que pareço até a Anne Frank, enquanto escondida na Holanda, durante a Segunda Grande Guerra, escrevendo em um diário o que tem se passado comigo (quem leu o livro, entenderá - não queira me perguntar que eu não responderei). Além dos textos que tenho escrito, ouço músicas que ouvia antigamente e que estão retornando, haja vista as situações que tenho vivenciado também. Ana Carolina deve estar feliz com minhas visualizações no YouTube...
   Bom, mesmo que eu esteja relatando algo que é novidade em minha vida (ficou claro?), eu deixo tantas outras nas entrelinhas que a minha própria pergunta entre parênteses ficou confusa. É que eu não consigo falar e/ou escrever sobre meus sentimentos afetivos para que outros leiam. Na verdade, eu não sou fã de pessoas invadindo o meu íntimo para depois, talvez, sentirem a liberdade de me fazerem perguntas. Eu detesto. Mas também tenho detestado deitar à noite, tentando chorar por pensar em algo, e não conseguir. Agora mesmo, estou com os olhos marejados, porque, ao mesmo tempo que escrevo o que escrevo, eu gostaria de escrever outras palavras, mas eu não consigo. É uma trava tão grande, é um receio imenso de escrever as palavras que eu precisaria dizer (e escrever, de novo) e de ser mal interpretada ou que... não sei explicar.
   Acontece que, aos 31 anos, eu começo a sentir uma necessidade de não ser mais durona, como sempre fui, e de me permitir, mesmo que eu pense que não consigo (como ainda não estou conseguindo falar sobre o que eu precisaria, para me aliviar, para que eu me sinta melhor). Como diz a Ana Carolina: "Agora a porta está trancada...", mas eu quero arrancar esse cadeado, eu não quero mais esperar no meu vazio, nem viver algumas situações como se fossem passatempo da minha vida. Por mais que eu tenha pessoas que digam o quanto eu sou uma garota boa, bacana, uma ótima amiga, eu continuo achando que passo a ideia de uma garota estranha (mas eu gosto de ser chamada de estranha, porque realmente sou) e fria, que parece não se importar com os outros - mesmo que meu coração ME diga o contrário e as pessoas também. Leia de novo esse parágrafo, porque até eu achei um paradoxo de sentimentos bons e maus. 
   Enfim, eu ainda não consegui escrever o que eu quero e nem subentendido ficou. Espero que, mais para frente, as palavras comecem a sair naturalmente, para que eu não me sinta mais tão sufocada como tem ocorrido...