"-Não podemos salvar uma vida com o amor."
"-Mas podemos tentar."
"Thirteen Reasons Why" ou "Os 13 Porquês" é uma nova série da Netflix que chama a atenção de todos para o bullying nas escolas atualmente. Principalmente por conta da presença das redes sociais na vida cotidiana dos adolescentes de hoje, onde todos estão conectados 24h e onde se publica algo e todos veem, nada é imperceptível.
Há algum tempo, baixei este livro (de Jay Asher) na internet. Eu o tenho salvo em meu tablet, mas eu não trouxe meu brinquedo para o Paraná e nem baixei novamente no meu notebook (tenho muitos textos já para ler e nem conseguirei ler, antes das férias, ao menos um dos vários livros que eu trouxe). Enfim, aguardei a série começar na Netflix e, em dois dias (sexta e sábado - 21 e 22 de abril) eu assisti aos 13 episódios. Lembrei dos meus tempos de escola, quando já havia bullying sim, mas não com estas palavras. Éramos sacaneados, zombados etc. Eu já sofri na escola. Eu era a nerd, a cdf, a lésbica, a puta. Whatever... Eu não respondia às provocações. Eu era exatamente o que os demais queriam que eu fosse, e não reclamava por isso, pelas zombações. Talvez, por isso, o pessoal da escola não continuava e, até mesmo depois, vinham falar comigo como se fossem meus melhores amigos.
Épocas diferentes. Terminei o Ensino Médio quando o Orkut surgia popularmente no Brasil. Era o ano de 2005/2006 e eu só fiz um perfil para mim porque meus amigos insistiram demais (disseram que se eu não fizesse um, eles fariam para mim - logo, tive de fazer). Eu tinha vários "amigos" (contatos) e até me adicionavam aqueles que passavam por mim na escola ou na rua e nem falavam comigo. Não era zoada, era 100% legal e 100% bonita e 100% sexy. Palhaçada, não? Mas já estava começando a vida virtual, a vida das redes sociais, os meios para que pessoas fossem troladas, zoadas, fossem vítimas mesmo da internet.
"Welcome to the world!" - quem foi mesmo que disse esta frase (preguiça de jogar no Google)? O mundo virtual; mundo mágico, onde todo mundo pode sofrer graves consequências ou aproveitar da mesma para exibir o seu próprio ego.
Aconselho a todos a assistirem. Não é série de adolescente. É série para que todos possamos assistir e entender o mundo de hoje, o mundo desses meninos e meninas que estão crescendo numa sociedade mais competitiva, onde um tem de ser melhor que o outro em tudo. Eu gostei. É atemporal. Sempre existiu, mas sempre com nomes e reações diferentes das reações reais que levaram a personagem Hannah Backer a tirar a sua própria vida. Assistam. Vale a pena.
OBS.: Eu deveria ter lido, neste feriado, um texto de 15 páginas de História da Educação I e outro de 13 páginas de Psicologia da Educação I, e finalizar outro de TOGE. Tudo para esta semana. Será que ainda dá tempo?rs - Vida de universitária (ou universiotária?) de novo, novamente, again... Não está mole, não. E estamos na terceira semana de aulas. Jesus!
